2008 junho | Unidança

A partir de 2008 a Unidança emite CERTIFICADO DIGITAL

26/06/2008 14:26

A partir de 2008 já está funcionando na Unidança o formato de CERTIFICADO DIGITAL, ou seja o aluno ao encerrar o curso já receberá por email o seu certificado, sem precisar esperar o encerramento da turma. Este formato de certificado digital já é comum em muitos cursos de capacitação/atualização feitos em EAD, e mesmo em congressos e seminários realizados no Brasil e no exterior.

Importante ressaltar que a autenticidade do certificado da Unidança não está na impressão, pois mesmo sendo digital, o certificado continua tendo a assinatura do professor e a marca da Unidança. O arquivo gerado pelo sistema Unidança para a impressão do certificado é “fechado”, ou seja, o aluno não tem como alterar os dados… ele recebe o arquivo e só pode imprimir.

É a tecnologia à serviço do homem, mais uma vez encurtando distâncias!




Mostra de Dança Contemporânea – Festival de Dança de Joinville 2008

26/06/2008 14:22

Nada mais contemporâneo que sair do palco e invadir espaços alternativos, mesclando platéia e artistas, rompendo definitivamente com conceitos e padrões de espetáculos de dança. Essa é a grande novidade da Mostra de Dança Contemporânea deste ano no Festival de Dança de Joinville. Dos seis espetáculos convidados, dois estarão se apresentando fora do Teatro Juarez Machado, palco habitual da Mostra que acontece de 17 a 20 de julho.

O primeiro grupo a subir ao palco do Teatro Juarez Machado, na noite de 17 de julho, é a Luis Arrieta Dança, de São Paulo, com o espetáculo Carnaval dos Animais. Para esta montagem houve um estudo do corpo do ser humano, na sua morfologia e movimentos, representando os estágios da gestação e também a evolução do homem ao longo de milhões de anos, como o desenvolvimento motor de uma criança que inicia com o arrastar, engatinhar, andar, correr e, finalmente, dançar. Arrieta começou os estudos de dança em 1972 em Buenos Aires, sua cidade natal. No Brasil integrou os elencos do Ballet Stagium, do Balé da Cidade de São Paulo, da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e atuou como solista convidado em vários eventos e festivais de dança. Na Alemanha, colaborou com o Hessiches Staadtheater de Wiesbaden. Iniciou sua carreira de coreógrafo em 1977 com Camila, obra estreada pelo então corpo de baile do Ballet do Teatro Municipal de São Paulo, hoje Balé da Cidade de São Paulo, no qual também ocupou por duas vezes o cargo de Diretor Artístico.

Logo em seguida, ainda na mesma noite, o Teatro Juarez Machado recebe a Riscas Cia. de Dança apresentando o espetáculo Escape, sob direção de Edson Fernandes. Como o título sugere, o conteúdo desta peça explora a necessidade da fuga enfatizando o desejo de diálogo verbal e corporal. O trabalho questiona também sobre o relacionamento humano que às vezes não assume o desejo de escapar de algo, tampouco a possibilidade do contato para que o corpo fale continuamente sobre suas necessidades de mudanças e reflexão sobre a exibição do corpo, os pudores contidos e a sensualidade que por vezes está escondida de uma forma plastificada. Em seu segundo ano de atividades, o grupo de Ribeirão Preto vem ao Festival com quatro bailarinos.

No dia 18 de julho é a vez da M.E.I.O Artistas Associados, de Minas Gerais, com uma proposta surgida a partir da reflexão sobre referências artísticas. É daí que vem o título do espetáculo, que brinca com a reverência feita a alguns artistas que inspiraram o trabalho. Reve(fe)rências teve base no estudo sobre o que é autoria e o que é efeito de interferência de outros na criação deste projeto. A música da compositora Meredith Monk, as peças da coreógrafa belga Anne Teresa de Keersmaeker, o processo criativo do artista espanhol Jordi Cortes Molina e as ideologias artísticas da coreógrafa gaúcha Jussara Miranda formam a teia de elementos propulsores dos artistas brasileiros Peter Lavratti, Edson Bezerra (bailarinos do grupo Corpo) e Cláudia Lobo, na criação do espetáculo. Escape foi montado em 2006 como trabalho de estréia do grupo e será apresentado no Teatro Juarez Machado.

O sábado, dia 19, reserva a novidade da Mostra Contemporânea deste ano, que são as apresentações em locais alternativos, fugindo do espaço do teatro e do formato do palco italiano. Às 20h apresenta-se o Ney Moraes Grupo de Dança, de Caxias do Sul e às 22h o Grupo Gaia, de Porto Alegre. As duas companhias gaúchas inovaram ao convidar o público para espaços diferenciados, buscando maior contato entre platéia e artistas, como ocorre também no teatro, artes plásticas e música contemporânea.

No espetáculo Inferência, sob direção de Ney Moraes, três bailarinos mostram o resultado de uma pesquisa sobre a Body Motion, que investiga a mecânica corporal e tem nas articulações o ponto de arranque, propulsão e conexões seu principal enfoque. Fundado em 1998 o grupo já foi contemplado pelos Prêmios Funarte Petrobrás de Fomento à Dança e Funarte Caravana de Circulação Nacional. Inferência coloca em cena criaturas mergulhadas em poéticas gesticulações e representa não só um teste de resistência física ou um jogo sinuoso onde se pode compor artisticamente a leveza, a transparência. Mais do que isso, o que o grupo propõe é um exercício filosófico que se sustenta plenamente na verdade do real.

Na mesma noite, em outro espaço de Joinville, o grupo Gaia – Dança Contemporânea apresenta Alice, como resultado de um processo investigativo em dança sobre a obra de Lewis Carrol. Em 2005 o grupo montou O Buraco de Alice, que foi a primeira resposta poética desta pesquisa. Imaginar a personagem de Carrol aos 24 anos foi a maneira que o grupo pensou em si mesmo frente às escolhas a serem tomadas e questões a serem respondidas. Alice questiona espaço, tempo, corpo e sociedade.

Finalizando a Mostra Contemporânea, a Cia. Borelli de São Paulo apresenta O Processo, na noite de 20 de julho. Com coreografia de Sandro Borelli, que também ministra o curso de Dança Teatro durante o Festival, a companhia dança a famosa obra de Franz Kafka escrita em 1915. Nesta montagem oito bailarinos representam o personagem central como se fossem espelhos refletidos de diferentes ângulos, numa leitura cubista. O coreógrafo tem também trabalhos com outras companhias como o Ballet da Cidade de São Paulo e a Cia de Dança Palácio das Artes/BH, além de apresentações feitas na Europa e América Latina. A Cia. Borelli desenvolve pesquisa em dança desde 1997 e já produziu 14 peças coreográficas, em que o desejo de questionar a existência humana, suas contradições e incertezas aparecem freqüentemente.

Seis espetáculos que abordam diferentes aspectos da dança contemporânea e que claramente trazem a pesquisa norteando seus trabalhos são os selecionados desta 26ª edição do Festival de Dança. O que o público pode esperar é um panorama do que de mais criativo e tecnicamente bem elaborado acontece no cenário da dança contemporânea no Brasil.

Serviço:
O que: 26º Festival de Dança de Joinville
Onde: Joinville (SC)
Quando: de 16 a 26 de julho
Ingressos à venda a partir 1º de julho pelo site do festival ou diretamente na bilheteria do Centreventos Cau Hansen – Joinville (SC)
Informações: (47) 3423-1010 (Instituto Festival de Dança de Joinville)
Saiba mais: www.festivaldedanca.com.br




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