Diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Marcelo Misailidis, destaca a importância do Festival de Dança de Joinville no cenário da dança
“Este evento funciona como uma mola propulsora de novos talentos. É notório como suas ações alteraram nos últimos anos o nível dos bailarinos do Brasil”, declarou Marcelo Misailidis, diretor artístico do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, durante a coletiva de imprensa do Festival de Dança de Joinville, na manhã de 15 de julho. Marcelo lembrou das comemorações de 100 anos da instituição carioca em 2009, juntamente com os 50 anos da primeira apresentação do Lago dos Cisnes – a primeira também do continente americano.
Em sua fala, agradeceu a escolha por uma companhia nacional para a Noite de Abertura, enfatizando a qualidade do balé brasileiro e recordou que esta é a terceira vez que o Theatro Municipal do Rio de Janeiro participa do Festival. Dois outros grandes balés já estivem no palco do Centreventos Cau Hansen: Giselle e Criação; mas certamente, o Lago dos Cisnes é o projeto mais importante da companhia.
Quem também já esteve em outras oportunidades no Festival, é a experiente bailarina Cecília Kerche que, na noite de 16 de julho dará vida a protagonista Odette e a rival Odile. “O Lago dos Cisnes tem 131 anos e já foi apresentado em todo o mundo. Sua história resiste ao tempo não só pela beleza, mas pela magia e pela força de seu enredo”, conta a solista. Ela ainda realçou a visibilidade que o balé clássico brasileiro conquistou no exterior, firmando-se como um dos principais em qualidade técnica e artística.
O primeiro bailarino da Companhia, Vitor Luiz, será o parceiro de Cecília na peça, interpretando o jovem príncipe Siegfried. Para ele, compor o elenco deste balé é um ciclo: “Comecei minha carreira assistindo o Lago dos Cisnes, e hoje estou do outro lado”.
Sentado ao lado de Cecília, o Presidente do Instituto Festival de Dança Ely Diniz da Silva Filho, passa a palavra para os que, segundo ele, “batem palma”, ou seja, os que fazem o Festival sem serem artistas, estão na platéia aplaudindo. Eram eles o Presidente da Fundação Cultural Charles Narloch e o Prefeito Municipal de Joinville Marco Tebaldi.
Charles ressaltou a ação do Festival como formador de platéia, já que é o evento da cidade que mais recebe visitantes e que leva sua programação a bairros periféricos e espaços alternativos. Definiu ainda, em uma palavra, o que significa o Festival para o poder público: tranqüilidade. Segundo ele, atualmente, com o crescimento do evento ao longo de 26 anos e, por conseqüência, a criação do Instituto para organizá-lo, o Poder Público apóia e acompanha, mas não precisa mais investir. O Festival de Dança tornou-se auto-sustentável, graças ao sucesso de sua programação e de sua equipe, formada por mais de 300 pessoas. Charles finalizou agradecendo a vinda do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e passando a palavra para o Prefeito Municipal. Marco Tebaldi disse que a cidade está se preparando com entusiasmo para o início do Festival, com decoração em espaços públicos e ações para receber os milhares de visitantes e bailarinos.
O trabalho de formação de novos profissionais da dança foi destacado pelo Presidente do Instituto Festival de Dança. Ely Diniz da Silva Filho revela que, a maioria dos bailarinos que vem dançar trechos de famosos balés, raramente assistem as peças completas, por falta de acesso a este tipo de arte no Brasil. Sendo assim, esta é uma excelente oportunidade para que alunos, professores e público em geral, possam assistir grandes balés com importantes companhias profissionais: “Este é o aspecto didático do Festival, que não está só no Centreventos, mas na Feira da Sapatilha, em praças, empresas, escolas e neste ano, pela primeira vez, na Estação Ferroviária, onde acontece o Rua da Dança”. Ely comentou também sobre a venda de ingressos que, a dois dias do início do Festival, ultrapassou 90% e da vinda de 107 grupos de fora de Santa Catarina – mostras do sucesso prévio do evento. “O Festival de Dança deste ano tem que ser o melhor de todos, é assim que nós trabalhamos, com a superação de números e qualidade ano após ano”, anuncia Ely.
O quê: Noite de Abertura, balé O Lago dos Cisnes
Quem: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Quando: 16 de julho, 20 horas
Onde: Centreventos Cau Hansen





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